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Cidades NA PB

Criança de 4 anos morre por complicações da Dengue no Sertão da Paraíba

A morte aconteceu no hospital Noaldo Leite, no município de Patos

21/05/2024 08h14
Por: Mídia Paraíba Fonte: Por Carlos Rocha/t5/MÍDIA PARAÍBA
Criança de 4 anos morre por complicações da Dengue no Sertão da Paraíba (Foto: Reprodução/ Facebook)
Criança de 4 anos morre por complicações da Dengue no Sertão da Paraíba (Foto: Reprodução/ Facebook)

Uma criança de 4 anos morreu na manhã desta segunda-feira (20), na cidade de Patos, no Sertão da Paraíba, vítima de complicações da dengue. Segundo informações do Hospital Noaldo Leite, a criança, natural de Tuparetama, em Pernambuco, foi levada para o Hospital Infantil em Patos na última terça-feira (14).

Quando deu entrada na unidade, a criança apresentava fortes dores de cabeça, febre alta e dores abdominais, segundo a família. Após receber atendimento médico, o quadro se agravou, e o paciente veio a óbito na manhã desta segunda (20).

O hospital confirmou que a criança recebeu assistência médica imediata, mas, devido à gravidade do caso, não resistiu. Um exame de sorologia realizado na Paraíba confirmou o quadro de dengue agravada.

A situação da criança se enquadrava no grupo de maior risco, classificado como risco D, caracterizado pela presença de sinais de choque, sangramento grave e disfunção dos órgãos. Apesar dos esforços da equipe médica, a criança não resistiu.

O velório e o sepultamento ocorrerão no estado vizinho, e a investigação sobre a morte seguirá para Pernambuco, de onde a criança era natural.

Hospital Noaldo Leite emitiu uma nota de solidariedade à família, ressaltando o empenho da equipe médica no atendimento.

Situação de arboviroses na Paraíba

Secretaria de Estado da Paraíba (SES-PB) divulgou, na última terça-feira (14), os dados atualizados do cenário epidemiológico das arboviroses no estado. O boletim registrou cinco mortes por dengue, quatro por chikungunya, e outros nove em investigação. Entre esses casos está o de suma idosa de 93 anos que deu positivo tanto para dengue quanto para chikungunya. Até o momento, foram registrados 10.901 casos prováveis dessas doenças em 2024.

Óbitos Confirmados em 2024:

  • Dengue: 5 óbitos confirmados
    1. Camalaú – 24 anos, sexo feminino
    2. Conde - 42 anos, sexo feminino
    3. Campina Grande – 60 anos, sexo masculino
    4. Cabedelo - 69 anos, sexo masculino
    5. Campina Grande – 93 anos, sexo feminino
  • Chikungunya: 4 óbitos confirmados
    1. Sapé - 57 anos, sexo masculino
    2. João Pessoa - 1 ano e 4 meses, sexo feminino
    3. Campina Grande – 93 anos, sexo feminino
    4. Pirpirituba - 38 anos, sexo feminino

Óbitos em Investigação:

  • 9 casos em investigação:
    1. Monteiro, 56 anos, sexo feminino
    2. Aparecida, 13 anos, sexo masculino
    3. João Pessoa, 63 anos, sexo feminino
    4. Logradouro, 2 anos, sexo feminino
    5. Campina Grande, 19 anos, sexo feminino
    6. Jacaraú, 3 meses, sexo masculino
    7. Santa Rita, 42 anos, sexo masculino
    8. João Pessoa, 54 anos, sexo feminino
    9. São João do Rio do Peixe, 58 anos, sexo masculino

Além dos óbitos, o sistema registra 132 casos com sinais de alarme e gravidade. A maior parte desses casos é de residentes em João Pessoa, que registrou 85, seguido por outros municípios, incluindo Aguiar, Alhandra, Aparecida, Bayeux, Boa Ventura, Bonito de Santa Fé, Cabaceiras, Cabedelo, Camalaú, Campina Grande, Conde, Diamante, Guarabira, Monteiro, Pirpirituba, Poço Dantas, Pombal, Santa Luzia, Santa Rita, Sousa, Taperoá e Uiraúna.

Total de Casos Prováveis:

  • Dengue: 9.648 casos
  • Chikungunya: 1.199 casos
  • Zika: 54 casos

Dados Entomológicos:

  • No 2º levantamento, todos os 223 municípios paraibanos realizaram a pesquisa entomológica. Destes, 187 municípios (83,85%) estão em situação de alerta ou risco, enquanto 36 municípios (16,15%) estão em situação satisfatória.

Os dados são atualizados regularmente e estão sujeitos a alterações. A SES-PB continua monitorando a situação e implementando medidas para combater a propagação das arboviroses no estado. A população deve permanecer vigilante e adotar medidas preventivas para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas doenças.

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